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O Ensino Jurídico, a Elite dos Bacharéis e a Maçonaria do Século XIX

Dissertação apresentada na pós graduação stricto sensu na Universidade Gama Filho.

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Livro: A Maçonaria ao alcance de todos

O Verdadeiro Segredo Maçônico

Por Fernando Pessoa
O verdadeiro Segredo Maçônico...
É um segredo de vida
e não de ritual
e do que se lhe relaciona.
Os Graus Maçônicos comunicam àqueles que os recebem,
sabendo como recebe-los,
um certo espírito,
uma certa aceleração da vida
do entendimento
e da intuição,
que atua como uma espécie
de chave mágica dos próprios símbolos,
e dos símbolos
e rituais não maçônicos,
e da própria vida.
É um espírito,
um sopro posto na Alma,
e, por conseguinte,
pela sua natureza,

...incomunicável.


Fernando Pessoa (1888-1935), nascido Fernando António Nogueira Pessoa, foi maçom em Lisboa, sua cidade natal. É tido como um dos maiores poetas que a língua portuguesa produziu, sendo seu valor equiparável ao de Camões.



A PERDA DO SENTIDO E DO SAGRADO

José Maurício Guimarães

O início da Maçonaria é um dos assuntos mais polêmicos entre os estudiosos. Bem fazem os que detestam o estudo. Ficam por aí olhando para a gigantesca estrutura da Ordem como gafanhotos num arvoredo seco, aguardando uma presa ou algum tipo de alimento. O ofício de pesquisar é árduo. Há os que julgam os estudiosos como pessoas presas ao passado: anacrônicas e aplaudindo o passado. Dizem que temos de nos preocupar com o presente. E haja paciência e estômago para encarar os fatos que aí estão "abrilhantando" o presente! A publicidade feita por quem não é maçom, e atitudes isoladas de quem não deveria estar entre nós,  maculam os princípios da Ordem que, de secreta passou a discreta; e de discreta caiu em mãos indiscretas.

Nunca é demais insistir no fato histórico de que os pedreiros da Idade Média já compunham uma organização de ofício e eram organizados em guildas. Há documentos que enfatizam a antiguidade de seu oficio e sua importância na formação das bases religiosas, morais e sociais. Quando dizemos pedreiros, estamos nos referindo exatamente aos indivíduos que trabalham em obras de pedra e cal, profissionais de alvenaria ou alvanéis. Não eram pessoas importantes. Muitos eram analfabetos, não tinham conta bancária nem cartão de crédito. Andavam a pé. Trabalhavam do alvorecer ao anoitecer. Gente simples, homens que podiam viajar de um lugar para outro sem terem que beijar a mão do senhor feudal ou do arcebispo. Mesmo assim, a profissão de pedreiro era vista com respeito e desconfiança. Aqueles sujeitos tinham segredos e, por outro lado, as pessoas precisavam confiar nos cálculos secretos do arco e da abóbada para viverem sob pedras amontoadas, sem a apreensão de que uma delas, ou todas, lhes caíssem na cabeça. 

Viajando por toda parte, livres, tornaram-se conhecidos como pedreiros livres - freemasons em inglês ou franc-maçon, em francês. Estabeleceram relação, técnicas e práticas de trabalho sempre mantidas em segredo. Ou fechavam o bico, ou perdiam as regalias e a liberdade. Tinham um tipo de cerimônia para marcar a iniciação de novos membros na arte do arco e da abóbada. O servente (aprendiz) jurava não revelar nada do que via ou ouvia em seu aprendizado. Todas as técnicas (operativas) deviam permanecer hermeticamente guardadas para garantirem a sobrevivência da profissão. Depois, quando os aceitos (filósofos, revolucionários e rosacruzes) entraram na história, sofisticaram essas cerimônias e criaram rituais de acordo com o pensamento filosófico da época. Assim, mesmo de má vontade, obtiveram a aquiescência dos nobres e da igreja. 

A Maçonaria, tal como é conhecida hoje, surgiu na Escócia. Só posteriormente ela se difundiu pela a Inglaterra. É exatamente neste ponto que se enganam e se enrolam os autonomeados "estudiosos de rituais". Os textos originais estão escritos em linguagem arcaica, repletos de termos em desuso e conotações vinculadas aos padrões culturais da época. Haja estudo de História, Filologia e Antropologia para decifrá-los. Quem caminha ao-pé-da-letra acaba enfiando o pé nas letras, eis a verdade. (No Brasil o problema é mais grave, pois todo mundo se julga no direito de alterar rituais, suprimir frases da tradição e incluir procedimentos oriundos das religiões e do sincretismo.) 

A Escócia foi um dos refúgios dos Templários após os acontecimentos de 18 de Março de 1314. Outro refúgio foi Portugal. A contribuição daqueles construtores forneceu os ingredientes fundamentais para a criação da Maçonaria moderna. Mesmo assim, o milagre só ocorreu na passagem do século XVI para o XVII, na Escócia. Quando os pedreiros ingleses pegaram a carruagem andando, reeditaram, com a ajuda dos ilustres da Royal Academy, os Antigos Deveres. Eram protestantes e deram ênfase à moralidade, incluindo símbolos tirados dos cânones da Geometria e da história bíblica do Templo de Salomão. A introdução dos elementos judaicos foi decisiva. Em oposição à maçonaria inglesa – azul - nitidamente monarquista e teísta (que admite a existência de um deus pessoal, causa do mundo) se opuseram alguns movimentos na França -  maçonaria vermelha, republicana e deísta. Rejeitavam toda espécie de revelação divina e a autoridade de qualquer igreja aceitando, todavia, a existência de um Ser Superior destituído de atributos antropomórficos e que poderia ou não ter “participado” da criação do Universo.

As tradições do antigo Egito, contudo, foram sempre colocadas de lado. Todos aqueles deuses e deusas com cara de bicho cheiravam a magia e bruxaria para os protestantes ingleses; e estupidez segundo a ótica dos iluministas franceses.

Mas, a raiz do conhecimento secreto, em todas as Ordens iniciáticas, está nos Mistérios Egípcios. É bom nos acostumarmos com essa ideia para convivermos com a transformação que deverão ocorrer nos próximos anos relativamente à recuperação do sentido perdido da Iniciação e do Sagrado.

Este texto é destinado a cópia e livre circulação na intermete, desde que não sofra modificações e seja citado o autor do mesmo.
Este artigo não representa a palavra oficial de nenhuma Loja, Potência ou Corpo Maçônico. Trata-se, apenas, da opinião pessoal do autor.

O Manual do Companheiro Franco Maçom

A Magia da Franco Maçonaria

As Sociedade Secreta e seu poder no século XX

O Manual do Aprendiz Franco Maçom

O Hermetismo e a Maçonaria - Frederico Gonzalez

Hermetismo é o estudo e prática da filosofia oculta e da magia associados a escritos atribuídos a Hermes Trismegisto, "Hermes Três-Vezes-Grande", uma deidade sincrética que combina aspectos do deus grego Hermes e do deus egípcio Thoth. Estas crenças tiveram influência na sabedoria oculta europeia, desde a Renascença, quando foram reavivadas por figuras como Giordano Bruno e Marsilio Ficino. A magia hermética passou por um renascimento no século XIX na Europa Ocidental, onde foi praticada por nomes como os envolvidos na Ordem Hermética do Amanhecer Dourado e Eliphas Levi. No século XX foi estudada por Franz Bardon.

Os escritos herméticos são uma coleção de 18 obras Gregas, e as principais são o Corpus Hermeticum e a Tábua de Esmeralda, as quais são tradicionalmente atribuídas a Hermes Trismegisto ("Hermes três vezes grande"). Estes escritos contêm os aspectos teórico e filosófico do Hermetismo em seu aspecto teosófico. O período bizantino é marcado por uma outra coleção de obras herméticas, que também são relacionadas ao Hermes Trismegisto, e contêm uma tradição hermética popular a qual é composta essencialmente por escritos relacionados a astrologia, magia e Alquimia. Esta versão popular encontra sustentação ou base nos diálogos Hermeticos, apesar dele se distanciar da magia.

A prática da magia entretanto não está distante das praticas realizadas no antigo Egito, a qual em uma última análise é a fonte de todos os diálogos herméticos, pois o hermetismo lá floresceu, e portanto estabelece uma conexão entre as duas tradições Hermeticas: filosófica e magia.

O livro Caibalion foi escrito no final do século XIX por três iniciados que registraram as Sete Leis do Hermetismo. Não é um livro oriundo da era pré-cristã como se supõe.

O hermetismo consiste, de forma sincrética, no estudo e prática da evolução e expansão da consciência humana até à Consciência divina, penetrando assim nos mais profundos mistérios da Criação, o que ficou conhecido como iniciação ou iluminação no Oriente.

federico gonzalez - hermetismo e maçonaria

A origem do ritual na igreja e na maçonaria - Helena Blavatsky

Após uma série de pesquisas, o Blog do Bode retorna com belas peças de arquitetura para que a luz permaneça sempre a nos acompanhar em nossas jornadas! S.'.F.'.U.'.
helena blavatsky - as origens do ritual na igreja e na maçonaria